"Eu sempre digo. Nós temos dentro de nós um dr. Jekyll e um Mr. Hyde. Parece filosofia barata, mas é a pura verdade. Mr Hyde é um sujeito truculento, cruel, perigoso: um caso perdido. Mas o dr. Jekyll tem tremendas obrigações. Dominar o possível Mr. Hyde. É por isso que os homens em geral não são nem completamente bons, nem completamente maus. Às vezes Mr. Hyde vence; outras, mais raras quem vence é o dr. Jekyll. Em geral vivem como numa gangorra: quando um sobe, o outro desce. Mr Hyde é o animal: sente e reage. O dr. Jekyll pensa e controla (...)" [Olhai os lírios do campo, Érico Veríssimo]
May 10, 2011
Olhai os Lírios do Campo - trecho
"Eu sempre digo. Nós temos dentro de nós um dr. Jekyll e um Mr. Hyde. Parece filosofia barata, mas é a pura verdade. Mr Hyde é um sujeito truculento, cruel, perigoso: um caso perdido. Mas o dr. Jekyll tem tremendas obrigações. Dominar o possível Mr. Hyde. É por isso que os homens em geral não são nem completamente bons, nem completamente maus. Às vezes Mr. Hyde vence; outras, mais raras quem vence é o dr. Jekyll. Em geral vivem como numa gangorra: quando um sobe, o outro desce. Mr Hyde é o animal: sente e reage. O dr. Jekyll pensa e controla (...)" [Olhai os lírios do campo, Érico Veríssimo]
March 20, 2011
Para um roxo dia de sol de fevereiro
Este vazio de amor todos os dias: a cabeça pesada ao meio-dia, a boca amarga, um cheiro de sono e solidão nos cabelos, uma xícara de café bem forte espantando os arcanos da madrugada, e muitos cigarros, as roupas, o espelho, os colares, as pulseiras. Procuro e não acho. Mas saio para a rua todo de roxo, a barriga de fora.
O sol bate forte na cabeça. O sol bate forte e reflete na calçada e dissolve o corpo em gotas pegajosas escorrendo nojentas e brilhantes pelos braços e pelas pernas por baixo do roxo até cair sobre o asfalto formando pequenas poças que logo se evaporam subindo pelos raios do sol cor de cenoura de fevereiro para novamente descer do alto despertando o suor roxo adormecido no meu corpo.
E na esquina riem. Eu não ligo, mas riem e falam baixinho entre si, homens dispostos na calçada com as camisas abertas entre as verduras da tenda da esquina, os homens de pelos aparecendo pelas aberturas da camisa cochicham entre si e riem. Mas eu piso firme e ergo a cabeça e dentro do meu roxo caminho só-rindo entre as verduras e os cochichos, e ninguém entende: mas silenciam e principiam a rir baixo, apenas para eles, e não têm coragem de dizer nada. Eu passo por seu silêncio irônico e perplexo, a minha bolsa oscila, é como se o sol coroasse minha cabeça e ninguém soubesse ao certo se rir ou calar, de espanto, porque nunca naquela rua passou alguém coroado por um sol roxo de fevereiro.
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Caio Fernando Abreu
March 6, 2011
Idas e Voltas

Agora eu não ligo, ou não ligarei mais. Não vai dar certo de maneira alguma. Apesar de nós dois querermos a aceitação desse fato, existem outros poucos, mas importantes, motivos que nos fazem esconder essa vontade. Você sabe e eu também sei, então sejamos francos um com o outro e por favor vamos resolver isso de uma vez, porque esse deixa pra depois é incerto demais e dificulta toda e qualquer esperança que eu tenha ou venha a criar.
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idas e voltas
February 20, 2011
Foundations ♫
"Sim, isso foi infantil e você ficou agressivo e eu devo admitir que eu fiquei um pouco assustada, mas me dá arrepios te provocar...
A ponta dos meus dedos estão segurando as rachaduras da nossa fundação e eu sei que eu não deveria ligar, mas eu não consigo. E toda vez que brigamos, eu sei que não é certo. Toda vez que você está chateado e eu sorrio. Eu sei que eu deveria esquecer, mas eu não consigo" [KateNash-Foundations]
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kate nash
February 19, 2011
Anti-eu
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