February 7, 2010

Sonho


Como se eu estivesse naquele finalzinho do sonho onde eu tenho plena consciência de que vou acordar, mas degusto intensamente a leve sensação de estar sonhando!
2010 está sendo tão maravilhoso pra mim. Sinto que finalmente estou sendo recompensada pela enorme e insuportável perda que tive no mês de Julho do ano passado, para ser mais exata no dia 06, mas não vim com o intuito de relembrar as tristezas do passado e sim, para dividir as alegrias do presente.
A minha vida deu uma reviravolta nesse ano novo, e, que consigo perceber bem comparando as minhas férias de Dezembro/2009 com as de Janeiro/2010. O mais incrível é, que em trinta dias, eu consegui sentir muito mais do que em quinze anos vividos, ou devo dizer: passados, afinal, agora sim eu ganhei uma nova perspectiva e um novo sentido para os verbos: sentir e viver!
Eu realmente não sei quantas outras poucas, ou muitas, pessoas sentiram essa inesplicável e, ao mesmo tempo, absolutamente intensa sensação.
Sinto-me leve, não anseio por nada, a vida simplesmente está passando por mim... e eu estou a acompanhando, mesmo sem saber o destino ou a direção. Confesso que até tentei me preocupar, mas isso se tornou tão despreocupante que deixei pra lá! E sabe? Eu estou adorando! O que tiver de ser, just will be!

January 8, 2010

Underneath



Fico pensando em quantos "planos de fundo" tem a vida e imaginando quantos raros dentre esses bilhões ela irá me revelar. E, logo eu que pensava que férias eram entediantes, chatas, sem ter nada pra fazer ou acontecer. Estou tendo mais coisa pra fazer, pensar ou simplesmente refletir do que quando estava trancada em um mundo de tarefas, provas e notas baixas.
Não me conformo em ter que anestesiar todas as minhas amarguras nas madrugadas das noites mal dormidas. Não me conformo ter que arranjar como desculpa o papel e o lápis, sempre que as crises - minhas e dos meus próximos - resolvem se manifestar. Não me conformo também em ter que lastimar estas tediosas palavras escritas no silêncio de um frio banheiro, silêncio este sempre atormentado pelo choro soluçado da minha estimada irmã que se encontra deitada na cama do quarto.
Queria poder, ao menos, dizer que tenho uma razão para escrever ou, pelo menos, dizer que sei escrever bem, ou tão bem quanto gostaria. Queria também falar das coisas boas, dos alegres momentos vividos, porém no clímax da tristeza isso é de uma impossibilidade enorme (até porque nem sei bem como a minha pessoa ficou tão envolvida nisso).
Mas, depois de tantas desconfortos e tantas conjugações do verbo querer no futuro do pretérito apenas me gratifica saber que escrever, mesmo que de péssima maneira, é a única forma de me fazer sentir melhor diante de todo o pesadelo em que vivo. E lamento por estar fazendo tanto drama e tempestade em um mísero copo que desta vez está sem água.

- Peço perdão pelo tempo em que passei sem postar, mas fico feliz em recomeçar agora neste ano novo.
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